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Projeto poderá inovar na inclusão social de deficientes pelo turismo em Sergipe
A reunião denominada Café com Trade é coordenada pela Empresa Sergipana de Turismo (Emsetur) e abordou nesta edição de quarta-feira (4), no Starfish Resort Santa Luzia, dentre outros temas, um inovador projeto de inclusão de portadores de necessidades especiais no mercado do turismo.
O projeto “Sergipe de Braços Abertos para Inclusão” tem como objetivo central capacitar em funções relacionadas a postos de trabalhos do turismo, através de cursos específicos, jovens com deficiência auditiva. “Levamos a proposta de trabalho como serviços de limpeza e conservação de ambientes, mas em visita à Emsetur percebemos um leque variado de opções como auxiliar de cozinha, mensageiro, montador de eventos, jardinagem e camareira”, afirmou a gerente do Núcleo de Inclusão Social do Senac, Martha Luiza.
Funcionário de longa data da Emsetur e conhecedor do turismo o idealizador do projeto, Nino Fraga, percebeu que o setor podia dar uma forte contribuição de cidadania. “Participei de um evento da APADA [Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos] e percebi que a maior parte trabalhava nos supermercados de varejo. Percebi que o mercado de turismo também poderia ser um campo de atuação desses jovens”, afirmou Fraga, ressaltando orgulhoso, que esse projeto pode se tornar pioneiro no Brasil.
Para a coordenadora do Projeto Deficiência e Competência do Senac, Alzira Leite, novas frentes de trabalho são uma necessidade constante para os portadores de necessidades especiais e as barreiras de comunicação podem ser rompidas. “A comunicação se dá primeiramente pela inclusão. Quando não há intérpretes ou pessoas que saibam a linguagem de libras, a comunicação pode se dar pela mímica ou pela escrita”. Alzira Leite ainda ressaltou a força de vontade e capacidade dos jovens. “Recentemente uma empresa do varejo premiou um jovem surdo, dentre todos os funcionários, por três meses consecutivos, como o melhor funcionário”.
O empresário da Rede Real de Hotéis, Emanuel Oliveira, ficou entusiasmado com a idéia do projeto. “Quero parabenizar pela iniciativa. Em algumas obras de outros empreendimentos tive a experiência de conviver com um funcionário com deficiência auditiva. Foi uma experiência muito interessante”, afirmou Emanuel lembrando um episódio que um mestre de obras, apesar de ter reclamando inicialmente, logo em seguida já estava se relacionando muito bem com o funcionário e de forma extremamente comunicativa.


